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Maior distribuidora de medicamentos do Brasil é flagrada com 30 mil unidades de Varicell falsificados

A polícia de SP apreendeu 30 mil caixas de Varicell com fabricação proibida em 2007 no depósito (veja vídeo) da distribuidora que domina 85% da distribuição de medicamentos de norte a sul do País

A maior distribuidora de medicamentos do país, responsável pela revenda de cerca de 85% de todos os medicamentos comercializados de norte a sul do país foi flagrada em 2010 com mais de 30 mil caixas do medicamento Varicell falsos no seu depósito em Osasco. Produto de falsificação e distribuição criminosa, o Varicell teve a fabricação proibida em 2007 pela Anvisa mas estava sendo ilegalmente vendido em farmácias e sites da internet para o tratamento de varizes até a quadrilha ser desmantelada pela polícia.

Falsificadores, distribuidoras e farmácias enriquecem enganando e colocando em risco a saúde da população

O gigantesco estoque de Varicell falsificado apreendido na sede da distribuidora de medicamentos em Osasco comprova a falta de ética, a  desonestidade e a prática criminosa na distribuição e venda de remédios. As toneladas de Varicell falsos apreendidas no depósito da distribuidora em Osasco só serviam  mesmo para encher o bolso dos falsificadores, distribuidores e farmácias desonestos.

Medicamentos falsificados contrabandeados do Paraguai são vendidos em farmácias e pela internet

Toneladas de medicamentos falsificados entram ilegalmente no Brasil todos os anos contrabandeados do Paraguai. Remédios ineficazes e perigosos para a saúde —como o Dualid S, Desobesi M, Viagra, Ritalina, Durateston e Deca Durabolin— chegam às prateleiras das farmácias através de contrabandistas que abastecem distribuidoras sem escrúpulos que atuam na ilegalidade e lucram alto revendendo medicamentos falsificados e com fabricação proibida no país (veja reportagem da Globo).

Segundo o delegado Rafael Dolzan, só só na região de Foz do Iguaçu, nos últimos três anos, a Receita Federal apreendeu mais de R$ 10 milhões em medicamentos contrabandeados

Para o delegado delegado-chefe da Receita Federal em Foz do Iguaçu, o lucro alto obtido com o contrabando de medicamentos é um forte atrativo para a criminalidade. Segundo estudo do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), o lucro obtido com o contrabando de medicamentos chega a 900%. O lucro é tanto com o comércio ilegal de medicamentos que a atividade criminosa só perde para o contrabando de cigarros, drogas e armas. Um exemplo é o Cytotec (remédio utilizado para provocar aborto e proibido no Brasil desde 1998): o preço médio da unidade do comprimido no Paraguai é R$ 10 e quando alcança o território brasileiro chega a custar até R$ 200 o mesmo comprimido. “Quando chegam no Brasil esses medicamentos são vendidos em farmácias e até por camelôs”, alerta o delegado Dolzan.

A fabricação do Dualid S foi proibida no Brasil em 2011 mas a venda ilegal do remédio falso contrabandeado do Paraguai acontece em muitas farmácias 

Em 2010 uma das maiores distribuidoras de medicamentos do país foi flagrada pela Polícia Civil de São Paulo com mais de 30 mil caixas de Varicell; o remédio ineficaz foi proibido em 2007 mas era fabricado clandestinamente e revendido às farmácias de norte a sul do áis por distribuidora desonesta

 

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